quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Nodos lunares, Astrologia Medieval

 compartilho, para que conheçam a opinião de vários astrólogos antigos esta pequena mais pontual recopilação de textos publicadas no site: 



"Os Nodos Lunares (pontos de intersecção) são originados na intersecção entre a órbita da Lua e a eclíptica (o percurso aparente do Sol), devido a um desfasamento de aproximadamente 5º e 8’ existente entre ambos os percursos (o da Lua e o do Sol).

O Nodo Norte ou o Nodo Ascendente é aquele em que a Lua cruza a eclíptica ao passar de Sul para Norte do percurso por ela definido.

O Nodo Sul ou o Nodo Descendente é aquele em que a Lua cruza a eclíptica ao passar de Norte para Sul.

O sistema de cálculo que usualmente se designa por « True Node » é aquele que nos indica a sua posição ‘exacta’. O  « True Node », devido às perturbações orbitais provocadas pelas oscilações da Lua, pode estar em movimento retrógrado ou direto.

O que se designa por « Mean Node » é aquele que é calculado de acordo com a sua velocidade média, excluindo as perturbações orbitais causadas pela oscilação da Lua o que faz com que o seu movimento seja constantemente retrógrado.

Os Nodos Lunares estão sempre opostos um ao outro e movem-se em sentido inverso através do Zodíaco. O ciclo dos Nodos é de 18.6 anos e o seu movimento diário aproximado é de 3’ de arco.



Al-Qabisi (Alcabitius): The Introduction to Astrology - Capítulo 2, Pág. 87

A Cabeça do Dragão é benéfica. A sua natureza é composta pela natureza de Júpiter e de Vênus. Ela indica domínio, boa fortuna e posse.

Alguns dizem que a sua natureza é aumentar. Se ela estiver com os benéficos ela aumenta a boa fortuna deles; se ela estiver com os maléficos, aumenta a má fortuna deles.

A Cauda do Dragão é maléfica. A sua natureza é composta da natureza de Saturno e Marte. Ela indica baixeza, queda e pobreza.

Alguns dizem que a sua natureza é diminuir. Se ela estiver com os benéficos ela diminui a boa fortuna deles; se ela estiver com os maléficos ela diminui a má fortuna deles. Contudo é dito que a Cabeça é benéfica com os benéficos e maléfica com os maléficos; a Cauda é maléfica com os benéficos e benéfica com os maléficos.

Al-Biruni: The Book of Instruction in the Elements of the Art of Astrology - 383, Pág. 233

Muitos astrólogos atribuem uma natureza clara ao nodo ascendente e descendente, dizendo que o primeiro é quente e benéfico e denota um aumento em todas as coisas, e o último frio, maléfico e acompanhado de uma diminuição de influências. É relatado que os Babilônios defendiam que o nodo ascendente aumenta os efeitos de ambos os planetas, maléficos e benéficos, mas nem todas as pessoas aceitam esta opinião, por a analogia aparentar ser particularmente forçada.

Guido Bonatti: Liber Astronomiae - Segundo tratado, Parte 2, Capítulo XXX, Pág. 35

Eles colocaram Gémeos como a exaltação da ‘Caput Draconis’, porque Gémeos é o primeiro signo bicorpóreo e mutável depois de Carneiro, e ‘Caput Draconis’ é igualmente bicorpórea porque é composta de duas naturezas, nomeadamente de Júpiter e Vénus, que são as duas fortunas. Sagitário é colocado como a exaltação da ‘Cauda Draconis’ porque Sagitário é oposto a Gémeos, como a ‘Cauda’ também o é para a ‘Caput Draconis’.

Capítulo XXXI, Pág. 35

‘Caput Draconis’ tem a sua queda em Sagitário e a ‘Cauda Draconis’ em Gémeos.

William Lilly: Christian Astrology - Livro I, Pág. 83

A Cabeça do Dragão é masculina, da natureza de Júpiter e Vênus, e por si mesma uma fortuna; todavia os antigos dizem que estando em conjunção com os bons é boa, e em conjunção com os planetas maus eles consideram-na má.

A Cauda do Dragão é feminina por natureza e totalmente contrária à Cabeça; por ela ser maligna quando ligada com planetas bons, e benigna quando em conjunção com os planetas malignos. Esta é a constante opinião de todos os antigos, mas sobre que razão é fundamentada eu desconheço; eu sempre achei a Cabeça do Dragão equivalente a qualquer uma das fortunas, e quando ligada aos planetas maus diminui o seu significado malévolo; quando ligada aos bons aumenta o bem prometido por eles: em relação à Cauda do Dragão, eu sempre verifiquei na minha prática que quando está ligada a planetas maus, a sua malícia ou o mal intencionado por essa ligação era duplicado e triplicado, ou extremamente aumentado, etc., e quando acontece estar em conjunção com qualquer das fortunas que são significadoras da questão, apesar do assunto estar razoavelmente prometido pelo significador principal e provavelmente levado à perfeição em pouco tempo; sucedem-se muitas dificuldades e perturbações, muitas discussões e grandes controvérsias, que o assunto está dado muitas vezes por perdido antes de se chegar a uma perfeita conclusão; e a não ser que os principais significadores estejam angulares e bem fortalecidos em dignidades essenciais, muitas vezes inesperadamente o assunto inteiro dá em nada.


John Partridge: Mikropanastron - Centilóquio de Hermes, Aforismo 66, Pág. 300

O Nó Norte com as infortunas denota desgraças terríveis, pois isso aumenta a sua maldade; mas com as fortunas, promove o bem e aumenta a sua benignidade; mas as significações do Nó Sul devem ser tomadas no sentido inverso.



Um primeiro ponto a realçar é que os Nodos sendo pontos espaciais que não têm luz própria não podem aspectar outros Planetas, eles só influenciam outros Planetas por Conjunção.

A prática leva-me a acreditar que Planetas Conjuntos ao Nodo Norte estão acidentalmente dignificados (as características dos Planetas são aumentadas) e que Conjuntos ao Nodo Sul debilitados (as características dos Planetas são diminuídas). 

Planetas dignificados têm um maior poder de ação tanto para o bem como para o mal, contudo aqui é preciso usar bom senso; um Júpiter a 14º de Peixes na Casa 10, Conjunto ao Nodo Sul não pode ter a sua capacidade de ação diminuída pela sua Conjunção ao Nodo, uma vez que está essencialmente e acidentalmente dignificado, em Regência, Termo, Face e Angular; igualmente o poder de ação de um Saturno Conjunto ao Nodo Norte a 17º de Balança na Casa 7, na sua Exaltação, Triplicidade, Face e Angular, o que chamamos de um maléfico tornado benéfico, pois possui muita dignidade essencial e acidental não pode ser malévolo devido à Conjunção ao Nodo.


Apesar da necessidade de usar o bom senso no que diz respeito à interpretação dos Nodos e também da necessidade de compreender bem os textos antigos, venho mais uma vez reiterar que o grande conhecimento dos antigos mestres continua muito válido e de grande utilidade para a compreensão de determinadas configurações celestes, o que se pode verificar no que diz respeito aos Nodos Lunares."

Parte da Fortuna

A Parte da Fortuna: O Ponto da Prosperidade e Fluidez na Astrologia

Parte da Fortuna (ou Pars Fortunae) é um dos pontos mais fascinantes e antigos da astrologia, calculado a partir da relação entre o Sol, a Lua e o Ascendente. Diferente dos planetas, ela não é um corpo celeste, mas um ponto sensível que simboliza onde a vida flui com mais naturalidade, alegria e abundância. No mapa natal, ela representa nossa conexão com a sorte orgânica, aquelas oportunidades que parecem chegar sem esforço, e onde encontramos felicidade genuína.

Revela o Canal Natural de Abundância: 
Ela indica onde podemos experimentar sincronicidades positivas e encontros fortuitos que impulsionam nossa jornada.

Mostra a Fonte de Felicidade Espontânea:
A Fortuna aponta para atividades, ambientes ou estados de espírito que nos trazem satisfação instantânea e nos reconectam com nosso propósito.

Ajuda a Identificar Talentos Inatos:
Muitas vezes, ela sinaliza habilidades que parecem tão naturais que nem as notamos — mas que são chaves para nossa realização.


Equilibra Energias do Mapa:

  • Em mapas com muitos desafios (como quadraturas ou oposições), a Parte da Fortuna oferece um oásis de fluidez, lembrando-nos que a vida não é apenas esforço.

O Que Sua Parte da Fortuna Revela?

Sua Parte da Fortuna é como um mapa do tesouro pessoal, ela ilumina o caminho onde você pode encontrar alegria, prosperidade e sentido de forma mais orgânica. Dependendo do signo e da casa onde está localizada, ela oferece pistas únicas sobre como você pode atrair e reconhecer a fortuna em sua vida.

🌟 Se Sua Parte da Fortuna Está em...

  • Fogo (Áries, Leão, Sagitário): Sua sorte vem através de ação, coragem e entusiasmo. Você atrai oportunidades quando expressa sua criatividade e liderança.

  • Terra (Touro, Virgem, Capricórnio): A abundância chega pelo trabalho consistente, praticidade e conexão com a natureza. Valorize recursos tangíveis.

  • Ar (Gêmeos, Libra, Aquário): Sua fortuna está nas ideias, redes sociais e colaborações. Comunicação e intelectualidade abrem portas.

  • Água (Caranguejo, Escorpião, Peixes): A sorte flui através da intuição, empatia e transformação emocional. Confie em seus sentimentos.

🏠 E na Casa...

  • Casa 1: Sua presença autêntica atrai oportunidades.

  • Casa 2: Prosperidade vem pelo uso sábio de recursos.

  • Casa 7: Parcerias são portais para a sorte.

  • Casa 10: Sua missão profissional traz realização.

Como Usar Essa Informação?

  1. Incorpore as Energias do Signo: Pratique as virtudes do signo onde sua Fortuna está.

  2. Ative a Casa: Dedique atenção à área da vida representada pela casa.

  3. Observe os Trânsitos: Quando planetas transitam sobre sua Parte da Fortuna, é tempo de colher frutos ou semear novas oportunidades.

Um Segredo dos Astrólogos:

A Parte da Fortuna também tem uma ligação profunda com o corpo físico e o bem-estar. Cuidar da saúde e buscar prazer nas pequenas coisas ativa sua energia positiva!

Que você possa honrar sua Fortuna não como um destino cego, mas como um convite para cooperar com o fluxo da vida. 💫

Parte da Fortuna nos signos

Com amor e luz,
Hector Othon



🌑 Lilith em Capricórnio

🌑 **Lilith em Capricórnio —

A Xamã da Pedra e do Tempo**

No início, ela chega dura.
Não por essência — mas por defesa.

Lilith em Capricórnio nasce dentro de um mundo que exige.
Um mundo de mecanismos, engrenagens silenciosas, regras antigas, estruturas que ninguém vê, mas que moldam tudo.
Aqui, a deusa selvagem encontra a realidade em sua forma mais concreta:
hierarquias, limites, responsabilidades, a longa linha das consequências, a memória das civilizações inscrita na própria montanha.

E por um tempo, ela sofre.
Sofre porque sente demais num território que valoriza o sentir de menos.
Sofre porque é visceral em um reino que venera a contenção.
Sofre porque traz fogo no ventre, mas o caminho exige pés de pedra.

Ela aprende com o frio.
Aprende com o peso.
Aprende com a história.

E cada aprendizado é uma cicatriz que vira mapa.

Aos poucos, Lilith descobre que Capricórnio não veio para enclausurá-la — veio para revelá-la.
Mostra que a realidade não é inimiga: é iniciação.
Cada estrutura tem um espírito.
Cada lei guarda um arquétipo.
Cada limite esconde uma travessia.
Cada ordem preserva um mistério antigo.

Ao compreender a tessitura oculta das coisas, Lilith se torna guardiã de uma sabedoria que poucos alcançam.
Ela vê a realidade como um organismo:
interconectado, histórico, vivo, sagrado.

O que antes era sofrimento vira compasso.
O que antes era dureza vira direção.
O que antes era exílio vira mestrado.

Assim nasce a Xamã de Capricórnio:
uma sacerdotisa do real,
capaz de ouvir a voz dos séculos,
de traduzir o silêncio das montanhas,
de compreender a arquitetura invisível que sustenta o mundo.

Sua sabedoria não é suave — é profunda.
Não é abstrata — é encarnada.
Não é teórica — é conquistada com pele, osso e presença.

Lilith, aqui, é a emoção contida que sabe exatamente onde tocar.
É a verdade crua que cura porque não se esconde.
É o poder ancestral que se ergue não para dominar, mas para recordar.

E quando ela finalmente assume sua forma plena,
tudo nela é rito:
cada decisão,
cada palavra,
cada silêncio,
cada pedra colocada no caminho.

Ela se torna ponte entre o visceral e o eterno.
Entre o instinto e a lei.
Entre o caos primordial e a ordem cósmica.

Lilith em Capricórnio não apenas sobrevive à realidade —
ela a decifra.
E ao decifrá-la, transmuta.
E ao transmutá-la, lidera.
E ao liderar, consagra.


Decreto

Eu acolho minha história como mestra.
Reconheço na realidade um templo de sabedoria.
Transmuto rigidez em visão, peso em poder, limite em direção.
Sou guardião(ã) do que é verdadeiro, do que é antigo, do que permanece.
Minha força nasce da compreensão profunda do mundo.

🔮 Mantra

“Eu sou a montanha que lembra.
Eu sou o coração que conduz.”

A Sombra que Sobe a Montanha

Há almas que nascem com uma ferida silenciosa em relação ao dever, ao trabalho e ao valor próprio. Lilith em Capricórnio é uma delas. Aqui, a deusa selvagem veste armadura, ergue o queixo e tenta parecer inabalável — mesmo quando o coração treme.

Essa Lilith traz a lembrança ancestral de ter sido cobrada demais, responsabilizada cedo demais, endurecida pelo peso de expectativas alheias. Muitas vezes, ela cresce acreditando que amor precisa ser merecido, que presença exige performance, que afeto só chega quando tudo está perfeito.

Mas Lilith não aceita prisões.
E não aceita mentiras.

Quando desperta em Capricórnio, ela desmonta a rigidez por dentro. Abre fissuras na montanha para que a luz escorra. Mostra que autoridade não é controle — é enraizamento. Que poder não é frieza — é verdade. Que maturidade não é exílio emocional — é liberdade para ser inteiro.

Lilith aqui ensina que ninguém precisa carregar o mundo sozinho.
Que o cansaço não é falha, é sinal.
Que a vulnerabilidade pode ser o portal para uma força muito mais real do que qualquer máscara.

Ela devolve ao corpo o direito de repousar.
Ao coração, o direito de não saber.
À alma, o direito de reconstruir-se sem pressa.

E talvez sua medicina mais profunda seja esta:
libertar-se da crença de que é preciso sofrer para ter valor.

Quando essa Lilith se reconcilia consigo mesma, nasce uma soberania suave — uma liderança que não oprime, mas inspira; uma disciplina que não aprisiona, mas organiza; uma ambição que não busca aprovação, mas expressa propósito.

Lilith em Capricórnio é a montanha que se recorda de que também é terra viva.
É a rocha que se abre em nascente.
É o silêncio que, depois de tanta pressão, cristaliza diamantes.


✨ Decreto de Libertação

Eu me liberto agora de todo peso, rigidez, culpa e autocobrança que não me pertencem.
Eu honro minha história, mas escolho uma nova forma de existir.
Meu valor não depende de perfeição — nasce da minha presença verdadeira.
Eu assumo meu poder com suavidade.
Eu estruturo minha vida com liberdade.
Eu lidero a mim mesmo(a) com amor.

🔮 Mantra

“Sou montanha viva: firme, livre, humana e inteira.”


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Lilith ou Black Moom True (T) ou Mean (M)



🌹 Lilith só entra na Astrologia no século XX
por Hector Othon

A história de 🌹Lilith na Astrologia é um labirinto poético: cheio de confusões, renascimentos e fios entrelaçados entre mito, astronomia e psicologia profunda.

🌑 1. A raiz: o mito de 🌹Lilith não é astrológico

🌹Lilith nasce de tradições muito antigas:
textos sumério-acádios (lilītu, ardat-lilî),
o Alfabeto de Ben Sira (século X), onde aparece como a primeira esposa de Adão,
correntes judaicas que a associam ao “vento noturno” e à mulher indomável.

Durante quase 4.000 anos, 🌹Lilith foi mito, arquétipo, poesia, demônio, símbolo —
mas jamais parte da astrologia.

O que muitos desconhecem:
➡️ 🌹Lilith só entra na astrologia no século XX.
Não existe 🌹Lilith na astrologia antiga, clássica, helenística, medieval ou renascentista.

Por isso:

❗ Os astrólogos tradicionalistas não utilizam nenhum tipo de 🌹Lilith (Mean, True, etc.)
Ela pertence exclusivamente às técnicas modernas, junto com asteroides e pontos hipotéticos.

🌒 2. A primeira tentativa moderna: a “Dark Moon” (1918)

A primeira vez que algo chamado “🌹Lilith” aparece na astrologia não é a 🌹Black Moon, mas sim a Dark Moon:

Sepharial (1864–1929)
Ocultista inglês, amigo de Alan Leo.

Em 1918 descreve uma suposta “segunda Lua invisível”, inspirada na literatura esotérica francesa.
A essa Lua hipotética foram dados nomes como:

• Dark Moon
• Waldemath Moon
• e até mesmo “🌹Black Moon” (na época)

👉 Essa NÃO é a 🌹Lilith que usamos hoje.
Era um corpo inexistente — um erro astronômico que fascinou ocultistas.

Sepharial foi o primeiro a unir 🌹Lilith + astrologia, mas não criou a 🌹Black Moon moderna.

🌕 3. 1937–1960: o apogeu lunar na astronomia

Astrônomos já calculavam o apogeu lunar, e entre 1930 e 1950 refinam fórmulas que mais tarde seriam essenciais para definir:

• apogeu lunar médio (“mean”)
• apogeu lunar verdadeiro (“osculating”)

Mas ainda ninguém associava esse ponto ao nome 🌹Lilith.

🌘 4. Décadas de 1960–70: nasce a 🌹Lilith moderna

O criador da 🌹Lilith utilizada hoje na astrologia é:

🌑 Georges-Arthur Dillinger
Astrólogo e matemático francês.

Nos anos 60–70, ele afirma:

“A Lua Negra é o apogeu lunar.
Este ponto representa a ausência, o vazio, o desejo absoluto, o feminino primordial.”

Ele:

• diferencia Dark Moon de 🌹Black Moon
• calcula as primeiras efemérides do apogeu lunar
• estabelece o conceito de 🌹Lilith como é entendido atualmente

➡️ Aqui nasce a moderna 🌹Black Moon 🌹Lilith (especialmente a Mean 🌹Lilith).

🌗 5. Anos 1980–90: Psicologia e Astrologia Humanista integram 🌹Lilith

Sua difusão acontece com autores como:

• Liz Greene – relaciona 🌹Lilith com a sombra, o eros e o feminino ferido
• Demetra George – integra-a ao panteão do feminino lunar
• Martin Schulman – trabalha sua dimensão kármica
• Majoel, Hadelin – aprofundam seu uso psicológico e o desenvolvimento de efemérides

🌹Lilith se torna símbolo de:

• sombra feminina
• libido selvagem
• feridas ancestrais
• magnetismo instintivo
• zonas proibidas da psique

🌑 Hoje

A 🌹Black Moon 🌹Lilith é amplamente usada em:

• astrologia psicológica
• astrologia arquetípica
• astrologia terapêutica
• astrologia esotérica
• estudos de intimidade, sexualidade e poder emocional

A True 🌹Lilith ganha adeptos por ser mais visceral, mais irregular, mais conectada às pulsões mutáveis.

Resumo histórico

Antiguidade: 🌹Lilith é mito, não astrologia.
1918: Sepharial cria a “Dark Moon”, ainda não a 🌹Black Moon.
1960–70: Dillinger introduz a 🌹Black Moon = apogeu lunar.
1980–90: a astrologia psicológica incorpora 🌹Lilith.
Hoje: símbolo do feminino profundo, da sombra emocional, da sexualidade e da libertação psíquica.

🌘 Diferença entre Mean e True 🌹Lilith

Mean 🌹Lilith (Média)
• ponto matemático suavizado
• movimento mais regular
• pode ficar retrógrada
• mais estável para interpretação

True 🌹Lilith (Verdadeira / Osculating)
• posição real e momentânea do apogeu lunar
• muito irregular
• muda de direção com frequência
• retrogradações marcadas

➡️ A diferença entre Mean e True 🌹Lilith pode ser grande — até mesmo dezenas de graus.
Não existe uma versão “melhor”.
A melhor é sempre aquela que dialoga com o olhar do astrólogo.


Porém — entre os astrólogos modernos que usam Lilith…

Quando você olha para os astrólogos modernos e psicológicos que incorporam Lilith na prática (não os tradicionalistas), aí sim há uma tendência clara:

👉 A MAIORIA usa a Mean Lilith (Lilith Média).

Isso inclui:

  • efemérides populares (como Swiss Ephemeris) que destacam Mean como padrão

  • autores modernos europeus dos anos 80–90

  • muitos softwares (Janus, ZET, Kepler…) que colocam Mean como default

A True Lilith (Verdadeira) também é usada, mas é mais comum em:

  • astrólogos de linha mais esotérica

  • interpretações mais “cruas”, instintivas e sombrias

  • abordagens de sexualidade, poder e sombra emocional (onde a oscilação da True faz sentido na narrativa)


Resumo

Tradicionalistas → Não usam Lilith.

Zero. Nenhuma versão.

Modernos → Principalmente Mean Lilith.

(Especialmente para leituras de estrutura psíquica e temas de sombra.)

Esotéricos / sombrios → Preferem True Lilith.

 
Ótima pergunta — mas a resposta é: não há um consenso universal entre “astrólogos famosos” ou “efemérides famosas” dizendo que todos usam sempre a mesma versão de Black Moon Lilith (BML). A escolha entre “mean” e “true” varia bastante — e depende da tradição de cada astrólogo ou das configurações dos softwares/efemérides. Aqui vai o que a pesquisa revela, e porque não há um “padrão global”.



📚 O que as efemérides e fontes clássicas costumam usar

  • Algumas efemérides — e sites populares de cálculo gratuito — fornecem ambas as versões: “mean” e “true”. Por exemplo, a efeméride da referência de BML publicada por uma fonte popular permite consultar a “True Black Moon Lilith”. Cafe Astrology+1

  • Em análises contemporâneas, há quem prefira a “true” pela sua oscilação e pela ressonância simbólica com a natureza instintiva, fluida e imprevisível de Lilith. Tom Jacobs+1

  • Por outro lado, muitos autores clássicos e trabalhos em astrologia tradicional usaram — e continuam a usar — a versão “mean”, por sua estabilidade e previsibilidade. Astro.com+2linda-goodman.com+2

Ou seja: as “efemérides famosas” não têm um padrão único: há tanto quem publique a média quanto quem publique a verdadeira; às vezes ambos.


🔮 O que fazem astrólogos conhecidos e por que varia

Depende muito da tradição, da escola e da abordagem de cada astrólogo:

  • Alguns escolhem a “True Lilith” para honrar a imprevisibilidade, a oscilação e a profundidade simbólica deste ponto — especialmente quando trabalham com temas de sombra, libido, instinto, trauma, transformação. Tom Jacobs+2Darkstar Mythology+2

  • Outros privilegiam a “Mean Lilith” por sua constância, por ser mais fácil de usar em consultas técnicas, previsões e para facilitar comparações entre mapas — especialmente em práticas mais tradicionais ou acadêmicas. Astro.com+2Astrolabe Inc+2

  • Há também quem consulte as duas versões, comparando-as para captar tanto o potencial mais estável quanto o mais fluido, como se fossem camadas complementares da mesma força simbólica. leahwhitehorse.com+2Reddit+2


✅ Conclusão: não há um “padrão universal”

Não existe uma regra fixada por “os grandes astrólogos” ou por “as efemérides oficiais” que diga “todos usamos mean” ou “todos usamos true”.

A escolha da versão de Lilith depende do propósito da leitura, da tradição do astrólogo, da sensibilidade simbólica e até da preferência técnica.

Para trabalhar com Lilith de forma consciente e honesta, o mais importante é:

  • Saber qual versão você está usando (mean ou true) — e informar isso na análise.

  • Ser coerente: se usa mean, mantenha esse ponto para todo o mapa; se usa true, acompanhe suas oscilações.

  • Estar atento às diferenças de significado — pois signo e casa podem mudar dependendo da versão adotada.

xiste evidência de que em alguns programas de astrologia, inclusive possivelmente no Janus 5, a posição da Black Moon Lilith pode não coincidir exatamente com a posição que se encontra em efemérides ou em outros programas — dependendo das configurações adotadas. Aqui vai o que a pesquisa revela — e por que vale atenção crítica.


🔎 O que se sabe sobre Lilith em softwares

  • Lilith (mais precisamente a “Black Moon Lilith”, ou “Lua Negra” / apogeu lunar) pode ser calculada de modos diferentes: a posição média (mean) ou a posição verdadeira (true). Essas versões dão graus distintos. yantra.sk+1

  • Alguns softwares optam por usar a Lilith média por padrão — já que historicamente foi esse o cálculo mais utilizado. yantra.sk+1

  • Outros programas mais recentes, ou com opções avançadas, oferecem a possibilidade de escolher entre Lilith “mean” ou “true”. yantra.sk+1

  • Esse deslizamento entre “mean” e “true” é uma das principais razões pelas quais dois softwares podem mostrar graus diferentes para Lilith no mesmo mapa natal — e isso gera a sensação (real) de que “as posições não batem”.


🧮 O que se sabe sobre o Janus 5 — e seus limites

  • O Janus 5 é reconhecido como um dos softwares clássicos e robustos em astrologia tradicional, com muitos recursos (astromapping, direções primárias, progressões, etc.). janusastrology.com+1

  • Porém, não encontrei uma documentação pública que declare de forma clara se ele calcula Lilith pela posição “mea” ou “true” por padrão, nem se oferece opção para alternar entre as duas.

  • Em fóruns de astrologia, essa dúvida aparece com frequência — muitos usuários relatam que diferentes softwares “mostram Lilith em signos diferentes” para a mesma data de nascimento, e questionam se o problema vem das efemérides, da versão da Lilith usada, ou da configuração de casas/sistema. Por exemplo:

    “I get different placements in my chart … for the Black Moon and Lilith” Reddit+1

  • Alguns relatam que quando “ativam Lilith” em softwares como o Janus ou similares, pode haver confusão entre Lilith (asteroide 1181), Black Moon Lilith, e outros pontos — cada um com cálculo diferente. Isso sugere que, dependendo da opção escolhida, a posição pode variar. Reddit+1


✅ Conclusão provisória com cautela

  • Não há evidência pública e definitiva de que todos os mapas feitos no Janus 5 apresentem Lilith errada — mas há razões legítimas para acreditar que diferenças podem surgir, especialmente dependendo de como o software está configurado (mean vs true), ou do ponto de Lilith usado (Black Moon vs asteroide, etc.).

  • Isso explica os relatos de astrólogos e usuários que veem discrepâncias entre programas: não é necessariamente um “erro”, mas uma variação de paradigma de cálculo.

  • Por isso — especialmente quando se trabalha com Lilith (que já é um ponto simbólico e “limite”) — é importante verificar qual versão do ponto o software está usando, confrontar com efemérides externas, e — se possível — fazer checagens cruzadas com outro software.


💡 Minha recomendação como astrólogo

Se você for usar Lilith como ponto de análise no seu trabalho:

  • Verifique nas configurações se o Janus está usando Lilith “mean” ou “true”.

  • Compare a posição com uma efeméride confiável externa (ou com um outro software).

  • Em interpretações sensíveis ou profundas, registre o ponto exato (grau e minuto) — e, se houver dúvida, mencione que pode haver variação de cálculo.

  • Considere tratar Lilith com humildade simbólica: por ser um ponto “limite” (apogeu lunar, sombra, inconsciente), é natural que existam variações — o importante é compreender o significado, não fixar numa precisão rígida.

Aspector a Vértex

O estudo dos aspectos ao Vértex no mapa natal pode ser extremamente valioso para iluminar quem atua junto conosco e de que modo os encontr...